DOENÇAS BACTERIANAS ZOONOTICAS EM EQUINOS

event 12/07/2019 11:28
label Informação

 

 

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

PREFEITURA MUNICIPAL DE TERRA DE AREIA

SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE

DEPARTAMENTO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE

 SETOR DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA

Informe Técnico

 

DOENÇAS BACTERIANAS ZOONOTICAS EM EQUINOS:

Zoonoses: Doenças transmissíveis aos humanos por meio de outros animais.

Febre Maculosa:

Doença infecciosa transmitida pelo carrapato do gênero Amblyomma (carrapato estrela ou do cavalo), tendo como seu principal agente etiológico (causador da doença) a bactéria Rickettsia rickettsii, manifestando-se por um quadro febril agudo. Devido ao crescimento desordenado da área urbana na periferia, se juntando com áreas periurbanas e com matas remanescentes, o homem que vive nestes locais acaba se expondo ao risco de ser parasitado por esse carrapato.

É necessário que haja conhecimento sobre a existência da doença, das medidas preventivas e da importância do envio de carrapatos para a vigilância sanitária coletados nos pacientes ou encontrados no ambiente para a identificação 

Brucelose:

A brucelose é uma doença infecciosa dos animais, amplamente distribuída no mundo, acometendo em particular os herbívoros e os suínos, que são as principais fontes de infecção aos seres humanos.  A infecção ocorre quando acontece o contato direto com animais doentes ou se ingere leite não pasteurizado, produtos lácteos contaminados (queijo e manteiga, por exemplo), carne mal passada e seus subprodutos.

As manifestações clínicas da brucelose em equinos diferem em vários aspectos: no início, são observadas apatia e fraqueza geral, embora o animal permaneça em boas condições físicas e mantendo o apetite. Esta situação pode persistir por dois meses ou mais, um dos sinais característicos é o ”mal da cruz ou mal da cernelha”. 

Mormo ou “Tuberculose de Cavalos”

Doença infecciosa causada pela bactéria Burkholderia mallei, que acomete principalmente os equinos, mas pode infectar também os muares e asininos, bem como outros mamíferos, tais como cães, gatos e cabras.

Os animais doentes apresentam febre, corrimento nasal mucopurulento, dificuldade respiratória, nódulos no trajeto dos vasos linfáticos, úlceras e escaras e debilitação geral. Humanos adquirem a infecção por meio de contato direto com a fonte de infecção (animal infectado) ou indiretamente por meio de utensílios.

 

 

 

ANEMIA INFECCIOSA EQUINA (AIE):

A AIE é uma doença que pode comprometer irreversivelmente o desempenho dos equídeos. A legislação pertinente preconiza o sacrifício dos animais soropositivos e interdição da propriedade no caso de foco. O agente etiológico é um vírus retroviridae que causa anemia hemolítica do tipo imune. Os susceptíveis são equinos, muares e asininos de qualquer raça, idade e sexo. Três são as formas de apresentação da doença: aguda, subaguda e crônica. A transmissão pode ser vertical (intrauterina) ou horizontal, por meio de utensílios contaminados (agulhas, freios, esporas e outros), leite materno, sêmen ou insetos hematófagos como os Tabanídeos (mutucas). Entretanto, a transmissão do vírus é geralmente relacionada com a transferência de sangue de um cavalo infectado a um receptor sadio. Por desinformação, em muitas ocasiões, o homem torna-se o principal componente na cadeia de transmissão do vírus, em função do manejo inadequado dos animais. O animal positivo para AIE, se não morrer ou for abatido, carregará a doença para o resto da vida, ou seja, ela não tem cura.

Sinais Clínicos: Na forma aguda os principais sinais são febre, anemia, hemorragias, petéquias, edema nos membros, fraqueza e falta de apetite, sendo que, neste caso, a morte pode ocorrer em 2-3 dias. Na forma crônica, febre recorrente, fraqueza, falta de apetite e baixo rendimento esportivo são os sinais clínicos mais comuns.

A partir da publicação do Decreto Estadual nº. 50.072/2013, que instituiu a aplicação de multa aos que transitassem sem exame negativo para AIE e sem GTA (guia de transporte animal), ocorreu uma diminuição nos casos da doença.  O exame deve ser requisitado por um médico veterinário, juntamente com o GTA; e por fim todos animais devem estar cadastrados junto a Inspetoria veterinária mais próxima.